O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta semana a distribuição de R$ 12,84 bilhões do lucro obtido pelo fundo em 2024. A medida vai beneficiar cerca de 219 milhões de contas vinculadas ao FGTS, incluindo contas ativas (emprego atual) e inativas (empregos anteriores), reforçando o papel do fundo como instrumento de proteção ao trabalhador. O valor representa 99% do lucro líquido do FGTS no ano passado, um recorde em relação aos últimos anos. A expectativa é de que os valores sejam creditados até 31 de agosto, diretamente nas contas dos trabalhadores. Vale lembrar que o Conselho Curador do FGTS é responsável por garantir o cumprimento da decisão do STF na ADI 5090, que determina que os saldos das contas vinculadas ao FGTS sejam corrigidos, no mínimo, pelo índice de inflação oficial (IPCA) nos anos em que a remuneração atual (composta por TR + 3% ao ano + distribuição de lucros) não atingir esse patamar. Quando os rendimentos reais não alcançam o IPCA, cabe ao Conselho Curador do Fundo definir a forma de compensação Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Luís Carlos de Oliveira (Lu), que representou os trabalhadores por dois mandatos no Conselho Curador do FGTS e participou ativamente desse processo, a medida é fruto da luta por maior justiça na gestão dos recursos do fundo. “Essa distribuição é uma vitória da classe trabalhadora. Há anos defendemos que o lucro do FGTS pertence ao trabalhador, pois é ele quem financia o fundo. Garantir que quase 100% do lucro vá para as contas dos trabalhadores é um avanço que precisa ser mantido e ampliado”, afirmou. Lu também fez um alerta sobre a importância de defender o FGTS como instrumento público e social. “O FGTS não pode ser tratado como caixa do governo ou das empresas. Ele tem uma função clara: proteger o trabalhador, garantir moradia, saneamento e infraestrutura urbana. Por isso, é fundamental que os trabalhadores se organizem e fiquem atentos para evitar retrocessos.” Como a distribuição funciona? O valor do lucro é distribuído proporcionalmente ao saldo de cada conta no dia 31 de dezembro de 2024. Ou seja, quem tinha mais saldo receberá um valor maior, mas todos os trabalhadores com saldo no FGTS terão algum acréscimo. Esses valores são acrescidos à conta do FGTS, e não são sacados de imediato, mas seguem as regras normais de saque (aposentadoria, compra da casa própria, demissão sem justa causa etc.). Na foto, o companheiro Lu ao lado do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, por ocasião das comemorações dos 58 anos do FGTS e dos 30 anos do GAP (Grupo De Apoio Permanente), que orienta tecnicamente as deliberações do Conselho na administração, aplicações e decisões do FGTS.
Luta por igualdade, reconhecimento e justiça!
Neste 25 de Julho é celebrado o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Esta data, instituída em 1992, simboliza a resistência e a luta das mulheres negras contra o racismo, o sexismo, a desigualdade social e todas as formas de opressão. Aqui no Brasil, a data também homenageia Tereza de Benguela, uma das grandes lideranças quilombolas da nossa história, símbolo da resistência negra e feminina no país. Mulher, negra, líder e guerreira, Tereza representa a força que atravessa séculos de luta por liberdade e justiça. No setor metalúrgico e em tantos outros, as mulheres negras enfrentam os piores índices de desigualdade: menor acesso a oportunidades, salários mais baixos, racismo estrutural e violência. Por isso, é fundamental reforçar a importância da inclusão, do combate ao racismo e da valorização dessas trabalhadoras em todos os espaços, inclusive no chão de fábrica. “No chão de fábrica, nas lutas sindicais e em todos os espaços, é urgente reconhecer e valorizar o papel das mulheres negras”, observou a diretora do Sindicato Rose Prado. O Departamento Feminino do nosso sindicato reafirma o compromisso com a luta antirracista e feminista, e segue firme na defesa de uma sociedade mais justa, onde todas e todos tenham os mesmos direitos e dignidade no trabalho e na vida. “Mulheres constroem o Brasil todos os dias — é hora de reconhecer, respeitar e valorizar”, complementou Rose.
Sindicato participa de ato em defesa da soberania nacional
Na manhã desta sexta-feira (25), a centenária Faculdade de Direito da USP voltou a ser palco da resistência democrática e popular. O Salão Nobre foi tomado por juristas, estudantes, parlamentares, sindicalistas, representantes de movimentos sociais e entidades da sociedade civil em um Ato Público em Defesa da Soberania Nacional. Organizado por mais de 160 entidades, o evento repudiou de forma contundente as recentes sanções e pressões externas promovidas pelo governo dos Estados Unidos, que atacam o sistema de justiça brasileiro, a economia nacional e o princípio elementar da autodeterminação dos povos. Como sempre presente nas grandes mobilizações, o Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e região também esteve no evento, representado pelos diretores Wilson Med, Ricardo Zanini (Sujinho), Marcos Antônio Pereira (Marcão) e Admilson Gomes do Nascimento (Negão). “Defender a soberania não é uma bandeira abstrata. É defender empregos, indústrias, políticas públicas, justiça social e o direito do povo brasileiro de decidir seu destino sem tutelas estrangeiras”, afirmou Med. “A luta em defesa da soberania é, acima de tudo, uma luta do povo brasileiro. Ela exige a união de forças progressistas, dos movimentos populares, da juventude e dos trabalhadores. É hora de ocuparmos os espaços públicos, as ruas e os locais de trabalho para dizer, com clareza: o Brasil pertence ao seu povo”, complementou Sujinho Nosso Sindicato se soma a esse movimento e reafirma seu compromisso com a soberania nacional, a democracia, a justiça social e o desenvolvimento com dignidade e inclusão. Durante o ato, foi lançada e lida a Carta em Defesa da Soberania Nacional, um documento que denuncia as ameaças à independência do Brasil e convoca o povo à unidade nacional: CARTA EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL A soberania é o poder que um povo tem sobre si mesmo. Há mais de dois séculos o Brasil se tornou uma nação independente. Neste período, temos lutado para governar nosso próprio destino. Como nação, expressamos a nossa soberania democraticamente e em conformidade com nossa Constituição. É assim que, diuturnamente, almejamos alcançar a cidadania plena, construir uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e, ainda, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Nas relações internacionais, o Brasil rege-se pelos princípios da independência nacional, da prevalência dos direitos humanos, da não-intervenção, assim como pelo princípio da igualdade entre as nações. É isso o que determina nossa Constituição. Exigimos o mesmo respeito que dispensamos às demais nações. Repudiamos toda e qualquer forma de intervenção, intimidação ou admoestação, que busquem subordinar nossa liberdade como nação democrática. A nação brasileira jamais abrirá mão de sua soberania, tão arduamente conquistada. Mais do que isso: o Brasil sabe como defender sua soberania. Nossa Constituição garante aos acusados o direito à ampla defesa. Os processos são julgados com base em provas e as decisões são necessariamente motivadas e públicas. Intromissões estranhas à ordem jurídica nacional são inadmissíveis. Neste grave momento, em que a soberania nacional é atacada de maneira vil e indecorosa, a sociedade civil se mobiliza, mais uma vez, na defesa da cidadania, da integridade das instituições e dos interesses sociais e econômicos de todos os brasileiros. Brasileiras e brasileiros, diálogo e negociação são normais nas relações diplomáticas, violência e arbítrio, não! Nossa soberania é inegociável. Quando a nação é atacada, devemos deixar nossas eventuais diferenças políticas, para defender nosso maior patrimônio. Sujeitar-se a esta coação externa significaria abrir mão da nossa própria soberania, pressuposto do Estado Democrático de Direito, e renunciar ao nosso projeto de nação. SOMOS CEM POR CENTO BRASIL!!
Reunião na Federação prepara a Campanha Salarial 2025
Uma reunião na sede da Federação dos Metalúrgicos do estado de São Paulo discutiu a montagem do Cronograma da Campanha Salarial para a data-base de 2025. A princípio ficou marcada para o dia primeiro de agosto a publicação do Edital de Convocação da Assembleia, que deverá ser realizada no dia 26, para discussão da Pauta de Reivindicações e Calendário de Negociação. “A reunião também foi convocada para que pudéssemos fazer algumas avaliações sobre a situação econômica que poderá ser gerada com essa insanidade do tarifaço do governo americano e o impacto que isso poderá ter particularmente nos postos de trabalho da categoria e em nossa Campanha Salarial. Precisamos estar preparados para todos os cenários”, declarou o presidente da Federação e diretor do nosso Sindicato Eliseu Silva Costa. Para o presidente do Sindicato, Luís Carlos de Oliveira (Lu), diante de um cenário econômico instável, agravado pelas novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos industriais, como aço e alumínio, antecipar a campanha salarial de 2025 tornou-se uma decisão estratégica e necessária. “As medidas protecionistas norte-americanas já começam a afetar diversos setores da indústria brasileira, que veem suas exportações ameaçadas e seus custos de produção em risco. Com isso, empresários tendem a adotar um discurso de cautela ou retração, alegando incertezas para postergar ou dificultar as negociações salariais. Por isso, é fundamental que estejamos um passo à frente”, assinalou. “Além disso, 2025 é um ano marcado por tensões políticas e econômicas globais, somado a um ciclo pré-eleitoral no Brasil, o que pode aumentar a instabilidade do mercado. Nesses momentos, a organização antecipada dos trabalhadores é a melhor forma de garantir resultados positivos e evitar perdas”, acrescentou.