Na manhã desta sexta-feira (25), a centenária Faculdade de Direito da USP voltou a ser palco da resistência democrática e popular. O Salão Nobre foi tomado por juristas, estudantes, parlamentares, sindicalistas, representantes de movimentos sociais e entidades da sociedade civil em um Ato Público em Defesa da Soberania Nacional.
Organizado por mais de 160 entidades, o evento repudiou de forma contundente as recentes sanções e pressões externas promovidas pelo governo dos Estados Unidos, que atacam o sistema de justiça brasileiro, a economia nacional e o princípio elementar da autodeterminação dos povos.
Como sempre presente nas grandes mobilizações, o Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e região também esteve no evento, representado pelos diretores Wilson Med, Ricardo Zanini (Sujinho), Marcos Antônio Pereira (Marcão) e Admilson Gomes do Nascimento (Negão). “Defender a soberania não é uma bandeira abstrata. É defender empregos, indústrias, políticas públicas, justiça social e o direito do povo brasileiro de decidir seu destino sem tutelas estrangeiras”, afirmou Med.
“A luta em defesa da soberania é, acima de tudo, uma luta do povo brasileiro. Ela exige a união de forças progressistas, dos movimentos populares, da juventude e dos trabalhadores. É hora de ocuparmos os espaços públicos, as ruas e os locais de trabalho para dizer, com clareza: o Brasil pertence ao seu povo”, complementou Sujinho
Nosso Sindicato se soma a esse movimento e reafirma seu compromisso com a soberania nacional, a democracia, a justiça social e o desenvolvimento com dignidade e inclusão.
Durante o ato, foi lançada e lida a Carta em Defesa da Soberania Nacional, um documento que denuncia as ameaças à independência do Brasil e convoca o povo à unidade nacional:
CARTA EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL
A soberania é o poder que um povo tem sobre si mesmo. Há mais de dois séculos o Brasil se tornou uma nação independente. Neste período, temos lutado para governar nosso próprio destino. Como nação, expressamos a nossa soberania democraticamente e em conformidade com nossa Constituição.
É assim que, diuturnamente, almejamos alcançar a cidadania plena, construir uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e, ainda, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Nas relações internacionais, o Brasil rege-se pelos princípios da independência nacional, da prevalência dos direitos humanos, da não-intervenção, assim como pelo princípio da igualdade entre as nações. É isso o que determina nossa Constituição.
Exigimos o mesmo respeito que dispensamos às demais nações. Repudiamos toda e qualquer forma de intervenção, intimidação ou admoestação, que busquem subordinar nossa liberdade como nação democrática. A nação brasileira jamais abrirá mão de sua soberania, tão arduamente conquistada. Mais do que isso: o Brasil sabe como defender sua soberania.
Nossa Constituição garante aos acusados o direito à ampla defesa. Os processos são julgados com base em provas e as decisões são necessariamente motivadas e públicas. Intromissões estranhas à ordem jurídica nacional são inadmissíveis.
Neste grave momento, em que a soberania nacional é atacada de maneira vil e indecorosa, a sociedade civil se mobiliza, mais uma vez, na defesa da cidadania, da integridade das instituições e dos interesses sociais e econômicos de todos os brasileiros.
Brasileiras e brasileiros, diálogo e negociação são normais nas relações diplomáticas, violência e arbítrio, não! Nossa soberania é inegociável. Quando a nação é atacada, devemos deixar nossas eventuais diferenças políticas, para defender nosso maior patrimônio. Sujeitar-se a esta coação externa significaria abrir mão da nossa própria soberania, pressuposto do Estado Democrático de Direito, e renunciar ao nosso projeto de nação.
SOMOS CEM POR CENTO BRASIL!!

