Na tarde desta quarta-feira, dia 17, os companheiros da Brasimet aprovaram em assembleia o reajuste salarial de 5,5% a partir de 1º janeiro deste ano e abono salarial de 13,5%. Foi aprovada também a renovação das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho. A Brasimet pertence ao Grupo 10 do sindicato patronal, que ainda não fechou acordo de reajuste salarial para 2024. Por isso a necessidade de negociação direta com a empresa. “Muitos trabalhadores pensam que a empresa é obrigada a dar reajuste salarial anualmente, mas não é. É preciso lutar, todos os anos, para se conseguir o reajuste”, disse a diretora Rose Prado. Os diretores exemplificaram as conquistas das cláusulas que garantem direitos acima da legislação trabalhista e reapresentaram a estrutura do sindicato a todos, em especial aos mais novos. Participaram também da assembleia os diretores Luís Carlos de Oliveira (Lú) e Leandro Cesar Viana Reis, que colocou em votação a proposta que foi aprovada por unanimidade. FOTOS: Sindicatometal
Assembleia de conscientização na Prensa Jundiaí a respeito do PPR
O Sindicato realizou uma assembleia de conscientização com os trabalhadores da Prensa Jundiaí, em Campo Limpo Paulista, na manhã da terça-feira, 16, com objetivo de esclarecer as negociações do PPR (Programa de Participação no Resultados) 2023 e 2024. O Sindicato não concorda com a forma com que as negociações foram conduzidas, uma vez que não houve a participação do Sindicato na elaboração da proposta, como manda a Lei No 10.101, de 19 de Dezembro de 2.000, que regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa, nos termos do art. 7o, inciso XI, da Constituição. Segundo a lei, a participação nos lucros ou resultados é objeto de negociação entre a empresa, trabalhadores e o Sindicato. A Prensa Jundiaí, no entanto, não envolveu o Sindicato nas negociações de 2023 e 2024 e apenas enviou os documentos com os acordos acertados entre a comissão de fábrica e a empresa para que fossem assinados pelo Sindicato. Durante todo o ano passado, porém, a diretoria do Sindicato cobrou a direção da empresa reuniões para que o programa do PPR 2023 fosse implantado, o que não aconteceu. O valor do PPR foi pago aos trabalhadores na sexta-feira, 12, sem que o documento tivesse sido assinado pelo Sindicato. E sem que a proposta fosse aprovada pelos trabalhadores em assembleia conduzida pelo Sindicato. O Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, no entanto, nunca assinou e nunca assinará qualquer acordo sem a aprovação dos trabalhadores. O diretor Wilson Ribeiro (Med) destacou: “Não dava para vir aqui falar para vocês que está tudo lindo e maravilhoso e vocês concordam e a gente assina. Por isso não vamos colocar em votação porque primeiro a gente quer dialogar com a empresa. Buscar o diálogo. Se a gente conseguir o diálogo, beleza, se não conseguirmos, temos todo o sistema jurídico e trabalhista para atuar na defesa dos direitos dos trabalhadores. Mas nós queremos conversar com a empresa”, disse Med. Segundo Med, a presença do Sindicato é importante porque os membros da comissão de PPR nas empresas não têm estabilidade de emprego por lei, e isso limita a participação deles, pois ficam com receio de confrontar as metas e indicadores que a empresa apresenta. Metas que, muitas vezes, não são atingíveis para se obter um bom resultado e, assim, reverter em bonificação financeira para o trabalhador. A presença do Sindicato garante um maior equilíbrio entre o que a empresa propõe e aquilo que é realmente possível ser atingido. Participaram também da assembleia também os diretores Wellington José Matias de Oliveira (Ceará), Luís Carlos de Oliveira (Lú), Ricardo Zanini (Sujinho) e Admilson Gomes do Nascimento (Negão). FOTOS: Sindicatometal