Em eleição realizada nesta quinta-feira (27) , a Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo confirmou a reeleição, por unanimidade, de Eliseu Silva Costa – diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista – para mais um mandato à frente da entidade. A votação, marcada pela ampla participação dos sindicatos filiados, reafirma a confiança da categoria em uma direção comprometida com a defesa dos direitos, o fortalecimento da negociação coletiva e a valorização dos trabalhadores em todo o estado. Sob a liderança de Eliseu, a Federação consolidou avanços importantes, ampliando a presença nas mesas de negociação, articulando políticas públicas de emprego e renda e intensificando a luta por melhores condições de trabalho e salários. A reeleição reforça a continuidade deste projeto, num momento em que os metalúrgicos enfrentam desafios econômicos, produtivos e tecnológicos que exigem unidade e organização. “Recebo com muita honra e responsabilidade a confiança renovada dos sindicatos e dos trabalhadores metalúrgicos do nosso estado. Vivemos um período de mudanças profundas na indústria e no mundo do trabalho, e é justamente por isso que a Federação precisa estar forte, unida e presente em todas as frentes de luta. Quero agradecer cada dirigente que participou deste processo e reafirmar que continuarei trabalhando incansavelmente para defender os direitos da categoria, ampliar conquistas e fortalecer o movimento sindical metalúrgico de São Paulo. Seguiremos juntos, com coragem e compromisso, construindo um futuro mais justo para todos”, agradeceu Eliseu.
Pobreza e desigualdade atingem menor patamar em 30 anos — mas a luta continua
Novo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que o Brasil bate recorde em crescimento de renda, além da diminuição da desigualdade e queda dos níveis de pobreza. No ano de 2024, o país atingiu os melhores resultados nos quesitos renda, desigualdade e pobreza de toda a série histórica do IBGE, iniciada em 1995. Em três décadas, a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70%; a desigualdade (medida pelo grau de concentração de renda) caiu quase 18%; e a extrema pobreza, que antes atingia um quarto da população, foi para menos 5% dos brasileiros. Mas esse avanço não foi constante. O maior crescimento aconteceu entre 2003 e 2014, e voltou a ganhar força entre 2021 e o ano passado. Entre 2014 e 2021, houve recessão, lenta recuperação e a pandemia de covid. Em 2021, por exemplo, a renda por pessoa estava no nível mais baixo da década. Em três anos, a renda média real cresceu mais de 25%. Para a classe trabalhadora, esses avanços têm impacto imediato: mais famílias conseguem garantir alimentação adequada, pagar contas básicas e manter seus filhos na escola. A renda volta a circular nos bairros populares, movimenta o comércio local e fortalece a economia. Mas é importante lembrar: embora os índices tenham melhorado, a desigualdade ainda é estrutural e continua sendo uma das maiores do mundo. Milhões de brasileiros seguem sem acesso pleno à saúde, educação, moradia digna e trabalho decente. Os mais pobres ainda são os que mais sofrem com o aumento dos preços, com a precarização do trabalho e com os ataques aos direitos trabalhistas. Por isso, o papel do sindicato é fundamental neste momento. É hora de: • Defender a política de valorização do salário mínimo, essencial para combater a pobreza. • Lutar contra a precarização e exigir emprego formal com direitos. • Ampliar a organização da categoria, para que os avanços não dependam apenas de políticas de governo, mas da força permanente dos trabalhadores. • Cobrar mais investimentos sociais, especialmente em educação, saúde e habitação. A queda da pobreza e da desigualdade mostra que quando o país olha para a maioria, a vida melhora para todos. Agora, precisamos transformar esse momento em um projeto duradouro de desenvolvimento com justiça social. Com informações da Rádioagência Nacional/ Foto: Governo do Ceará/Divulgação