O plenário do Senado Federal aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (5), o projeto que amplia a faixa de isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000. A proposta aprovada pelo Congresso prevê, a partir do próximo ano, a isenção total para quem ganha até R$ 5.000 por mês e amplia o limite da isenção parcial para quem ganha até R$ 7.350. O aumento da faixa de isenção será compensado taxando mais quem ganha acima de R$ 600 mil por ano — R$ 50 mil por mês. A medida beneficiará 25 milhões de brasileiros e isso será compensado com aumento de carga tributária sobre 200 mil super-ricos. Essa era uma bandeira histórica do movimento sindical. “A atualização da faixa de isenção é uma reivindicação histórica do movimento sindical. Por muitos anos, milhões de trabalhadores foram penalizados por uma tabela defasada, que diminuía salários e restringia o consumo. A mudança traz justiça tributária e reconhece o esforço diário de quem faz a economia girar”, observou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, Luís Carlos de Oliveira (Lu), lembrando que essa pauta dos trabalhadores foi entregue para todos os candidatos a presidente em 2018 e 2022 e somente agora a correção foi conquistada Para o presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, Eliseu Silva Costa, esta medida representa um avanço concreto na valorização da renda do trabalho e no fortalecimento do poder de compra da classe trabalhadora. Segundo ele, a isenção até R$ 5 mil também contribui para reaquecer o mercado interno, favorecendo a indústria, o comércio e os serviços. “Quando o trabalhador tem mais renda no bolso, toda a cadeia produtiva é beneficiada. Ganham os trabalhadores, as empresas e o país.” Eliseu destaca, ainda, que o movimento sindical continuará lutando por um sistema tributário mais equilibrado, em que os que ganham mais contribuam proporcionalmente mais, e que a carga não recaia injustamente sobre quem vive de salário. “Seguimos defendendo políticas públicas que fortaleçam a indústria nacional, os empregos de qualidade e o desenvolvimento com distribuição de renda. A isenção até R$ 5 mil é uma vitória importante, fruto da mobilização e do diálogo do movimento sindical. Mas nossa luta pela justiça social continua”, afirmou. Foto: Reprodução G1
Assembleia na Realeza marca retomada da mobilização sindical
Depois de muito tempo, o Sindicato voltou a realizar uma assembleia com os trabalhadores na metalúrgica Realeza, em Jundiaí. O encontro desta quarta-feira (5) teve como pautas principais a aprovação do calendário 2025/2026, o cartão-prêmio de final de ano e a implantação da PLR a partir de janeiro. “As pequenas empresas são as que mais empregam e, ao mesmo tempo, as que mais lucram, pois trabalham com um orçamento enxuto. Então, nada mais justo do que dividir esse resultado com aqueles que produzem o lucro da empresa”, afirmou o diretor do sindicato José Carlos Gomes Cardoso (Mineirinho). Por sua vez, o presidente do Sindicato, Luís Carlos de Oliveira (Lu), destacou que o foco do Sindicato é unir os trabalhadores. “A pauta do sindicato é defender os direitos dos trabalhadores e sempre melhorar”, afirmou. Ele também falou sobre a campanha salarial, que ainda não foi fechada com todos os grupos patronais. “Nossa assembleia aprovou a base de negociação, que é a reposição integral da inflação, mais 1,20% de aumento real e renovação de todas as cláusulas sociais da nossa Convenção Coletiva de Trabalho. Nesta semana, a federação assinou esse acordo com o Sindipeças que é o sindicato patronal da Metalúrgica Realeza. Essa proposta servirá de parâmetro para todos os demais grupos sindicais. Esperamos que nos próximos dias seja possível assinar com todos”, acrescentou.