Em assembleia realizada nesta sexta-feira (24), os trabalhadores na Dana aprovaram a renovação do acordo da meia hora de refeição. Para compensar essa redução do horário de almoço e manter a carga horária semanal, os companheiros não trabalham no sábado à tarde. Essa é uma forma de equilibrar o tempo de trabalho e descanso. O acordo é válido por dois anos. Além disso, outros temas ainda foram tratados durante a assembleia. O dirigente sindical Aluísio Norberto Ribeiro abordou a questão das férias coletivas, que deverão ser concedidas na segunda quinzena de dezembro. O diretor do Sindicato José Carlos Gomes Cardoso (Mineirinho) destacou avanços conquistados na empresa após pressão do sindicato, como a melhoria nas refeições, mas cobrou outras questões que ainda não foram resolvidas, como o acerto de faixas. “Nós vamos continuar cobrando a empresa até que isso seja resolvido”, afirmou. A diretora Vera Cyrino reforçou a importância da participação dos trabalhadores nas decisões que dizem respeito a eles. “Não podemos deixar que os outros decidam por nós. Precisamos de união. Só assim conquistamos aquilo que almejamos”, disse. O presidente Luís Carlos de Oliveira (Lu) aproveitou para convocar os trabalhadores para a assembleia da campanha salarial que acontece domingo (26) às 9 horas, no Sindicato. “Estamos enfrentando um cenário difícil, mas juntos podemos garantir conquistas importantes para toda a categoria. Nenhum direito caiu do céu — todos foram conquistados com luta, participação e mobilização dos trabalhadores. Por isso, a sua presença de vocês é fundamental. Precisamos decidir, coletivamente, os próximos passos da nossa campanha”, convocou. Participaram ainda da assembleia os diretores Donizete Aparecido Ignácio (Danone) e Claudinei Cestarolli (Nei).
Trabalhadores na Dexco debatem campanha salarial
Os trabalhadores na Dexco estiveram reunidos em assembleias nesta quinta e sexta-feira (23 e 24) para discutir a campanha salarial 2025 com negociações diretas entre o Sindicato e a direção da empresa. Essa forma de negociação vem sendo adotada porque o grupo patronal que reúne as empresas do setor não fecha uma convenção coletiva unificada há cinco anos, prejudicando a categoria e atrasando avanços importantes. O Sindicato tem insistido em manter a mesa de negociação aberta para garantir reposição das perdas salariais, aumento real, manutenção das cláusulas sociais e avanços em benefícios e condições de trabalho. “Os trabalhadores não podem ficar reféns da intransigência do grupo patronal. Se o setor não quer negociar coletivamente, o Sindicato vai seguir negociando diretamente com a empresa, garantindo a cada metalúrgico todas as conquistas dos companheiros dos demais grupos patronais”, afirmou o presidente do Sindicato, Luís Carlos de Oliveira (Lu). De acordo com a diretora sindical Rose Prado, a empresa adiantou que irá apresentar uma proposta na próxima semana. “Mas nós já avisamos que não vamos aceitar nada menos do que os demais alcançarem. Por isso a participação dos trabalhadores é fundamental para garantir um resultado positivo”, destacou. Nas assembleias, o sindicato também debateu os impactos e as condições de trabalho relacionadas à Escala Marshall, implantada pela empresa. Participou também das assembleias o diretor sindical Willian Pereira Reis. As assembleias tiveram ainda a participação da intérprete de libras Fabiana Magoga como forma de levar a informação a todos os trabalhadores, uma vez que a empresa tem um grupo de funcionários com deficiência auditiva.