Após quatro dias de assembleias e tentativas frustradas de diálogo, os trabalhadores na empresa Megabarre, com total apoio do Sindicato, decidiram paralisar as atividades. A gota d’água foi a empresa tentar aplicar um aumento de 40% do custeio da refeição para cada trabalhador. Isso se somou a outros problemas, como má qualidade da refeição, acertos de faixas atrasados, aumento do Convênio Médico em mais de 30%, PLR, assédios, entre tantos outros. O Sindicato foi acionado para conduzir as negociações e, diante da intransigência da empresa, aguarda audiência no Tribunal Regional do Trabalho. “Os trabalhadores da Megabarre estão de parabéns em se manifestarem. Em pleno século XXI não podemos aceitar esse tipo de atitudes. Vamos até o final juntos”, declarou o diretor André Latino. Participaram ainda da mobilização os diretores José Carlos ( Mineirinho), Marcos Pereira (Marcão), Clodoaldo (Gazeta) e o presidente Luís Carlos (Lú).
Afastamentos do trabalho por saúde mental aumentam 64,7% em Jundiaí
Dados do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho, com números do INSS, mostram que o número de afastamentos de trabalhadores em Jundiaí por conta da saúde mental aumentou consideravelmente em 2024. A alta foi de 64,7% no comparativo com 2023. No comparativo com 2014, o ano passado teve 132,6% de aumento. Em 2024, foram registrados 1.461 afastamentos na cidade ocasionados por doenças mentais e comportamentais, como ansiedade e depressão, por exemplo. Destes, 38 foram auxílio-doença acidentário (B91), quando o trabalhador se afasta por acidente de trabalho ou doença ocupacional, e 1.423 foram auxílio-doença previdenciário (B31), quando o afastamento acontece por doença comum ou acidente que não tem relação com o trabalho. A partir de 26 maio de 2025, as empresas brasileiras terão de incluir a avaliação de riscos psicossociais no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho. A exigência é fruto da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego em agosto de 2024. A mudança destaca que riscos psicossociais, como estresse, assédio e carga mental excessiva, devem ser identificados e gerenciados pelos empregadores como parte das medidas de proteção à saúde dos trabalhadores. Riscos psicossociais estão relacionados à organização do trabalho e às interações interpessoais no ambiente laboral. Eles incluem fatores como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais e falta de autonomia no trabalho. Esses fatores podem causar estresse, ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental nos trabalhadores. A medida reforça a necessidade de ambientes de trabalho saudáveis, promovendo a saúde mental dos trabalhadores e contribuindo para a redução de afastamentos e aumento da produtividade. Empregadores que já adotam boas práticas relacionadas aos riscos psicossociais terão menos dificuldades na adaptação às exigências. Fonte: Jornal de Jundiaí/ Foto: senivpetro / Freepik