PALAVRA DO PRESIDENTE
Companheiros e companheiras,
A história da classe trabalhadora é uma história de luta e conquista. Desde o início da Revolução Industrial, fomos nós, os trabalhadores, que com suor e sacrifício, construímos a riqueza deste país. No entanto, essa jornada não foi fácil. Enfrentamos a exploração, a precarização e a tentativa constante de nos dividir.
A jornada de trabalho de 8 horas, o direito a férias, o 13º salário e a licença-maternidade não foram dádivas dos patrões ou do governo. Essas conquistas são frutos da luta de classes, de um movimento sindical forte e da união de todos nós. A luta histórica por uma jornada de trabalho digna é a prova viva de que a nossa união faz a força.
O fim da escala 6×1 e a qualidade de vida
Hoje, nossa batalha é contra a escala de trabalho 6×1. Não podemos nos esquecer que fomos nós metalúrgicos que alcançamos as 44 horas semanais primeiro, antes mesmo da Constituição Federal que ratificou e estendeu para todos os trabalhadores brasileiros na sua promulgação, em 1988. Isso melhorou a vida dos trabalhadores e gerou empregos. Mas ainda é necessário lutar pelo fim da jornada em escala 6×1 que é extremamente exaustiva, sendo um obstáculo para a nossa qualidade de vida, para a nossa saúde e para a nossa dignidade. É um modelo que nos aprisiona em uma rotina de trabalho sem fim, nos impede de desfrutar de momentos com a família e os amigos, de cuidar da nossa saúde mental e física, e de participar plenamente da vida em sociedade.
Muitos argumentam que a escala 6×1 é essencial para a produtividade e a economia. Mas nós, trabalhadores e trabalhadoras, sabemos que essa é uma falácia. A verdadeira prosperidade econômica não pode ser construída sobre a exploração. Uma jornada de trabalho justa e humana, com o fim da escala 6×1, e a consequente redução para 40 horas semanais, não apenas melhora nossa qualidade de vida, mas também impulsiona a economia.
A geração de empregos e o ciclo virtuoso
Imagine o impacto positivo que o fim da escala 6×1, uma jornada semanal de horas trabalhadas menor sem redução salarial nos traria. Com mais tempo livre, nós, trabalhadores, teríamos mais oportunidades para consumir, viajar e investir em lazer. Essa demanda por produtos e serviços estimularia toda a cadeia produtiva, gerando novos empregos no comércio, no turismo, na cultura e no entretenimento. Seria um verdadeiro ciclo virtuoso de crescimento e prosperidade, beneficiando toda a sociedade.
Não podemos aceitar o argumento de que a nossa luta por uma jornada de trabalho digna prejudica a economia. Pelo contrário, ela fortalece o mercado interno, gera mais empregos e distribui a riqueza de forma mais justa. A luta por uma vida digna não é apenas a luta dos trabalhadores, é a luta por uma sociedade mais justa e igualitária.
Unidos, o Sindicato e a luta de classes
O Sindicato é a nossa principal ferramenta nessa luta. É o elo que nos une, a voz que representa os nossos interesses e a nossa força para negociar com os patrões e o governo. O Sindicato é a prova de que juntos somos mais fortes, de que o individualismo enfraquece a nossa luta e de que a solidariedade é a nossa maior arma.
Não se deixe enganar por aqueles que tentam nos dividir com argumentos individualistas. A nossa força está na união, na solidariedade e na consciência de classe. Juntos, podemos derrubar a escala 6×1 e conquistar uma jornada de trabalho que nos permita viver, e não apenas sobreviver.
Contamos com cada trabalhadora e trabalhador nessa luta. Juntos somos invencíveis!
Luís Carlos de Oliveira
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e Região




