Trabalhadores na Joyson aprovam cronograma para o segundo semestre

Reunidos em assembleias realizadas pelo Sindicato nesta quarta-feira (13), os trabalhadores dos três turnos na Joyson aprovaram, por votação secreta, a proposta de cronograma para o segundo semestre de 2025 apresentada pela empresa.

O remanejamento de dias ocorre devido à implantação do sistema SAP — um software de gestão empresarial integrado, utilizado mundialmente para otimizar e unificar processos como produção, logística, finanças e recursos humanos. A implementação exigirá a paralisação total da produção e, consequentemente, a compensação dos dias não trabalhados.

O diretor do Sindicato, André Latino, explicou que a migração para o SAP está programada para os dias 29 de Agosto (iniciando pelo turno da tarde ) 1, 2 e 3 de setembro com demais turnos, podendo se estender para os dias 4 e 5, caso seja necessário. Conforme aprovado, o dia 1º de setembro será compensado no feriado de 15 de novembro; os dias 2 e 3, no feriado de 20 de novembro. Caso haja prorrogação, o dia 4 será compensado com desconto na folha de 31 de outubro e o dia 5, com desconto na folha de 31 de dezembro.  O turno da tarde, por iniciar antes a parada de produção, retornará também antes, conforme prazo da implantação.

O calendário do segundo semestre também contempla o período de Natal e Ano Novo. Os dias 24 e 26 de dezembro serão compensados com trabalho no sábado, 6 de setembro; já os dias 31 de dezembro e 2 de janeiro serão compensados com trabalho no sábado, 8 de novembro.

Durante as assembleias, além do calendário, foram discutidos outros problemas enfrentados na empresa. O diretor Rafael Marques destacou a questão da cesta básica:

“Estamos há três anos sem reajuste na cesta básica. O valor está totalmente defasado”, afirmou.

A diretora Vera Cyrino chamou atenção para as denúncias de assédio moral.

 “O líder precisa respeitar, ter empatia”, declarou, acrescentando ainda problemas de manutenção nos banheiros e bebedouros, além da baixa qualidade das refeições e do desjejum.

Na mesma linha, o diretor Clodoaldo dos Santos (Gazeta) reforçou as denúncias de assédio moral por parte de líderes e coordenadores:

“As lideranças não respeitam o trabalhador”, resumiu.

Ele também manifestou preocupação com o plano de cargos e salários:

“Essa empresa já foi referência em plano de cargos e salários e benefícios. Hoje isso não existe mais. Precisamos, com urgência, de uma política de cargos e salários”.

O presidente do Sindicato, Luís Carlos de Oliveira (Lu), destacou a importância da participação dos trabalhadores nas discussões sobre o dia a dia da empresa:

“O Sindicato está aqui para representar os trabalhadores, mas é a voz de vocês que vale”.

No período da tarde, a assembleia contou ainda com a participação do diretor Aluísio Ribeiro.

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