Reforma da Previdência 2019: dificuldade na aposentadoria especial

Um dos pontos mais ameaçadores da reforma da Previdência, principalmente para o trabalhador metalúrgico, é a aposentadoria especial. Não é para menos, muitos metalúrgicos têm que lidar no dia a dia com metais pesados, poeira e por algumas vezes produtos químicos, que provocam danos à saúde. 

Na regra ainda vigente, para o trabalhador metalúrgico ter acesso integral à aposentadoria especial, são necessários 25 anos de atuação em em atividade insalubre, sem idade mínima. Já nova regra proposta pelo Governo Bolsonaro, dificulta o acesso integral. O formato exige idade mínima de 60 anos, levando o trabalhador metalúrgico a ficar exposto à insalubridade por mais de 25 anos de contribuição. 

E a dificuldade também se estende aos trabalhadores que ainda estão atuando em local insalubre. Mesmo aderindo uma regra de transição mais branda, o metalúrgico ativo deverá trabalhar por mais alguns e receberá menos. Veja o exemplo abaixo: 

 

No caso do Pedro, ele passará pela regra de transição. Este é apenas um exemplo e cada caso precisa ser avaliado. 

Reflexão 
E a empresa? Vai querer Pedro no seu quadro de funcionários ? Será que o patrão continuará empregando ele, já sabendo de suas limitações de saúde? 

“A aposentadoria especial é um ponto crucial na vida de muitos trabalhadores, inclusive dos metalúrgicos. Por essa razão, todos nós devemos ficar muito atentos e mobilizados em torno dessa questão. O trabalhador não pode, de forma alguma, ficar desamparado em uma situação dessas na qual prejudicará a sua saúde e dignidade”, declarou Eliseu Silva Costa, presidente do Sindicato. 

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