Em uma conquista significativa para a classe trabalhadora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta quarta-feira (26), a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem ganha até R$ 5.000 por mês.
A mudança entrará em vigor a partir de janeiro de 2026, segundo o texto sancionado.
Além da isenção total para rendas até R$ 5 mil, a lei prevê descontos parciais para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350.
Estima-se que mais 15 milhões de brasileiros serão beneficiados por essa medida.
Para compensar a renúncia fiscal, haverá tributação adicional sobre os mais ricos: será instituído um imposto mínimo progressivo para rendas elevadas.
De acordo com dados da Fazenda, cerca de 90% dos contribuintes estarão na faixa de isenção total ou parcial após a mudança.
A proposta já estava em tramitação no Congresso: o Senado aprovou o projeto por unanimidade.
Por que isso importa para nós, trabalhadores?
Alívio no bolso: Muitos dos nossos colegas que ganham até R$ 5 mil por mês deixarão de pagar IR, o que representa um ganho real na renda líquida e mais poder de compra no dia a dia.
Justiça tributária: A medida reforça o princípio de que quem ganha menos paga menos – e quem ganha mais contribui mais.
Reconhecimento do trabalho: É uma valorização da classe trabalhadora, que muitas vezes arca com carga tributária pesada sem ver benefícios proporcionais.
Impacto político-social: A mudança é resultado da mobilização social e sindical, além de uma promessa de campanha de Lula. Sua sanção representa uma vitória concreta para a pauta dos trabalhadores.
É necessário dialogar com a base para explicar os impactos dessa mudança: para alguns pode haver gargalos ou dúvidas na declaração do IR, e nosso sindicato pode orientar.
Foto: Adriano Machado/Reuters




