Desigualdade entre mulheres e homens no mercado de trabalho persiste

Diferença salarial em relação aos homens em cargos iguais. Menores chances de treinamento, promoção e ocupação de cargos de chefia. Baixa participação em reuniões importantes e dificuldade de acesso a recursos. Essas são situações frequentes, enfrentadas por mulheres em diferentes postos no mercado de trabalho.

De acordo com estudo “Estatísticas de Gênero”, divulgado pelo IBGE, a taxa de participação de mulheres na força de trabalho foi de pouco mais de 50%, enquanto a homens ficou acima de 70%. Esse dado está relacionado a outra informação do estudo. As mulheres dedicam quase o dobro do tempo aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos na comparação com os homens.

Desde 2023, o Brasil tem uma lei que determina a obrigatoriedade da igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres. A igualdade de gênero e o empoderamento feminino fazem parte dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da ONU.

A diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, Rose Prado, afirma que a desigualdade salarial entre homens e mulheres precisa ser enfrentada com organização e luta. “Não é apenas uma questão econômica, é uma questão de justiça e respeito. A mulher trabalha, produz e contribui tanto quanto qualquer homem e precisa ser valorizada da mesma forma.”

Ela também ressalta que acordos e convenções coletivas podem ajudar a reduzir essas desigualdades. “O sindicato tem papel fundamental na defesa das trabalhadoras, garantindo direitos, fiscalizando e pressionando para que não haja discriminação. A igualdade salarial precisa sair do papel e se tornar realidade dentro das fábricas.”

Para Rose, o combate à desigualdade salarial também passa por mudanças culturais. “Valorizar o trabalho da mulher é fundamental para construir uma sociedade mais justa, com oportunidades iguais para todos.”

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