A Câmara dos Deputados aprovou na noite da quarta-feira (1) o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil e concede desconto aos que recebem até R$7.350 mensais.
Os deputados mantiveram no texto da isenção as contrapartidas propostas pelo Executivo para compensar a renúncia fiscal, estimada em R$25,8 bilhões em 2026.
Como compensação, o texto prevê a taxação em até 10% daqueles que ganham acima de R$50 mil por mês.
A proposta vai agora ao Senado. A isenção precisa ser aprovada pelo Congresso até o final deste ano para começar a valer no ano que vem.
Com essa mudança, milhões de brasileiros que já sofrem com o alto custo de vida, arrocho salarial e precarização das condições de trabalho poderão ter um alívio no bolso. Vale lembrar que a tabela do Imposto de Renda estava defasada há anos, penalizando justamente quem vive do seu trabalho, enquanto grandes fortunas e lucros de acionistas seguem sendo pouco ou nada tributados.
Esta conquista não veio por acaso. É resultado direto da pressão popular, da mobilização das centrais sindicais e da atuação de parlamentares comprometidos com os interesses da classe trabalhadora. Há anos os sindicatos vêm denunciando a defasagem da tabela do IR e cobrando uma reforma tributária justa, que alivie o peso dos impostos sobre os salários e tribute os super-ricos.
Esta é uma vitória importante. Mostra que quando o povo se organiza e luta, é possível avançar. Agora, mais do que nunca, é hora de fortalecer o movimento sindical, ampliar a mobilização e pressionar por uma reforma tributária que coloque o peso sobre os ombros de quem pode mais — e não continue penalizando quem já vive com o orçamento no limite.
Foto: Câmara dos Deputados – Luís Macedo




