Reunidos em assembleia na manhã deste domingo (26), na sede do Sindicato, os Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista aprovaram proposta de reposição da inflação, mais aumento real de 1,20% em janeiro, abono de 13,5%, sendo 7% em novembro e 6,5% em dezembro, além da renovação de todas as cláusulas sociais da convenção coletiva de trabalho. Nas empresas que aplicarem o aumento real em novembro não haverá abono. Essa proposta, negociada com o Sindipeças, servirá de parâmetro para as negociações com os demais grupos patronais que ainda não fecharam acordo.
O presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e diretor do Sindicato, Eliseu Silva Costa, destacou que as negociações estão intensas. “Já realizamos mais de 30 reuniões com os grupos patronais e em alguns ainda não conseguimos avançar. Mas a aprovação dessa proposta é importante porque servirá de parâmetro, ou seja, a categoria decidiu que não aceitará nenhuma proposta abaixo desse valor”, afirmou.
O presidente do Sindicato, Luís Carlos de Oliveira (Lu) lembrou que não existe na legislação trabalhista previsão de reajuste anual, nem mesmo de reposição da inflação. “É importante que todos tenham consciência disso. O reajuste só sai com muita negociação e, principalmente, com o apoio da categoria”, enfatizou.
O diretor Ricardo Zanini (Sujinho) destacou a importância da renovação das cláusulas sociais. “São elas que garantem direitos acima da legislação, como, por exemplo, a estabilidade para portadores de doenças ocupacionais”, salientou.
Já o dirigente sindical Wilson Med chamou os trabalhadores à reflexão sobre as eleições do ano que vem. “Será um momento extremamente importante para todos nós, onde precisamos eleger candidatos comprometidos com a classe trabalhadora”, disse.
O diretor José Carlos Gomes Cardoso (Mineirinho), falou sobre a importância de se manter as conquistas alcançadas. “Precisamos manter o que já temos e, na medida do possível, ampliar, porque os patrões sempre querem tirar nossos direitos. E o sindicato está aqui para defender o trabalhador”.
André Latino também destacou as cláusulas sociais, com ênfase para a licença maternidade de 180 dias, e chamou a atenção para que os trabalhadores busquem o sindicato, por exemplo, na hora da homologação de sua rescisão contratual. “A empresa só quer precarizar a vida do trabalhador. Por isso, busque o Sindicato. Aqui temos especialistas para ajuda-lo”, alertou.
Agradecendo a presença dos trabalhadores que se dispuseram a participar da assembleia num domingo pela manhã, a dirigente Rose Prado conclamou que os companheiros levem essas informações para dentro das fábricas. “É preciso que todos entendam que o aumento não é automático. Ele vem porque o sindicato negocia, não porque a empresa é boazinha. Todos precisam estar conscientes disso”, afirmou.

















