26 de agosto: a luta feminina continua!

Mulher e resistência são sinônimos. A história nos revela que as grandes conquistas femininas foi antecedida de muita luta, união, suor, combate e até sangue. Mesmo com a luta diária delas, o acesso aos direitos civis, condições igualitárias de trabalho e a representatividade na política são fatores  que ainda geram profundas análises e reflexões. O 26 de agosto, definido como o Dia Internacional da Igualdade Feminina, reforça a necessidade de ações efetivas quando se trata da equidade em todas as esferas sociais. 

O mercado de trabalho, um dos espaços em que a desigualdade de gênero é evidente, reflete a tardia inserção feminina. Vale ressaltar que, no Brasil, as mulheres conquistaram o pleno direito de exercer a profissão, perante a lei brasileira, há apenas 59 anos. Ou seja, até 1962, o que prevalecia era o inciso VII do Artigo 242 do Código Civil brasileiro de 1916 – em que o trabalho feminino estava sujeito à autorização do marido. 

No entendimento da diretora sindical, Rose Prado, os avanços das mulheres no setor metalúrgico são dignos de celebração. “O aumento da presença feminina na esfera metalúrgica reforçou a categoria em diversos aspectos, principalmente quando se trata de garantias sociais da Convenção Coletiva. Neste documento, entre as diversas cláusulas exclusivas para nós, temos a licença maternidade de seis meses, dois meses a mais do que está previsto na CLT, por exemplo. Tudo isso foi fruto de muita luta”, disse.  

A sindicalista reforça que é necessário progredir ainda mais. “Temos muitos desafios pela frente. As metalúrgicas ainda amargam a desigualdade de cargos e salários, o preconceito e o assédio moral. Mesmo assim, seguimos firmes, atentas e estamos no combate contra todos esses impasses”.  

Na base metalúrgica de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, 25% dos cargos são ocupados por mulheres. O Sindicato dos Metalúrgicos conta com sete diretoras sindicais que representam a categoria. 

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), elaborada no primeiro trimestre deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres correspondem a maior parte da população fora da força de trabalho (formal ou informal), sendo 54,5% das pessoas. Por outro lado, 92% das mulheres realizam os afazeres domésticos do domicílio – a taxa masculina é de apenas 78,5%. 

Com informações da PUCRS e IBGE 
Foto de abertura: José Paulo Lacerda/CNI/Agência Brasil 

 

 

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