A luta pelo fim da escala 6×1 segue firme em Brasília. Sindicalistas de diversas categorias estão mobilizados na capital federal para acompanhar de perto a tramitação da PEC que prevê o fim da jornada de seis dias de trabalho por apenas um de descanso. Representantes dos trabalhadores participaram de reunião com o senador Omar Aziz, relator da proposta, para reforçar a necessidade de que a PEC avance e seja levada à votação no Senado. Na ocasião, foi entregue, pelo presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, Eliseu Silva Costa, e pelo presidente da CNTM, Miguel Torres, o abaixo-assinado que reuniu milhares de assinaturas coletadas nas empresas da nossa região e que foram juntadas com os demais sindicatos filiados à Federação, numa mobilização fundamental dos trabalhadores para pressionar os senadores. A presença dos sindicalistas em Brasília faz parte de uma ampla mobilização para buscar apoio entre os senadores e garantir os votos necessários para a aprovação da PEC. ENQUANTO UNS TENTAM BARRAR, NÓS LUTAMOS PARA VOTAR Enquanto existem candidatos e setores políticos trabalhando para barrar ou impedir a votação da PEC, o Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, a Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e todo o movimento sindical estão fazendo exatamente o contrário: estamos em Brasília, conversando com senadores, buscando apoio e pressionando para que a proposta seja colocada em votação e aprovada. Não vamos aceitar que uma reivindicação histórica da classe trabalhadora seja colocada de lado por interesses políticos. O trabalhador quer menos tempo preso ao trabalho e mais tempo para viver. Quer estar com a família, descansar, estudar, cuidar da saúde, ter lazer e qualidade de vida. ELISEU: “A LUTA É AGORA” O presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, Eliseu Silva Costa, destaca que a mobilização precisa continuar até a vitória. “Enquanto alguns trabalham para impedir que essa proposta seja votada, nós estamos aqui em Brasília fazendo o nosso papel: dialogando, buscando apoio e pressionando os senadores para que a PEC vá à votação e seja aprovada. A classe trabalhadora não pode esperar mais. A luta pelo fim da escala 6×1 é uma luta por dignidade, por qualidade de vida e por uma jornada mais humana”, afirmou. VIGÍLIA PERMANENTE A mobilização dos sindicalistas continua com uma vigília em Brasília. A categoria acompanha cada passo da tramitação e mantém a pressão sobre os parlamentares. O recado é direto: não basta defender o fim da 6×1 no discurso. É preciso votar e aprovar! O Sindicato, a Federação e o movimento sindical seguem mobilizados para construir a maioria necessária no Senado e garantir uma vitória histórica para os trabalhadores. A pressão continua! FIM DA ESCALA 6X1 JÁ! 40 HORAS SEMANAIS! SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS! QUEM TRABALHA MERECE VIVER!
Sindicato participa de seminário sobre conciliação e mediação nas relações de trabalho
Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista participaram do seminário “Conciliação e Mediação – Diálogos que Frutificam”, realizado pelo Ministério Público do Trabalho – Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, em parceria com o TRT da 15ª Região. O evento reuniu o movimento sindical, Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e a advocacia, debatendo a importância da conciliação, da mediação e da negociação coletiva como instrumentos capazes de solucionar conflitos de forma mais rápida, eficiente e construída diretamente entre as partes. Durante as apresentações, foi ressaltado que o diálogo de conciliação não enfraquece a defesa dos direitos. Ao contrário, quando realizado com equilíbrio, boa-fé e participação efetiva das partes, pode produzir soluções mais adequadas à realidade dos trabalhadores, sindicatos e empresas, evitando a judicialização desnecessária e fortalecendo as relações de trabalho. Um dos pontos destacados foi o trabalho desenvolvido pelo Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (NUPIA) do MPT, que disponibiliza espaços de mediação para conflitos coletivos trabalhistas. A proposta é permitir que sindicatos, trabalhadores e empregadores construam alternativas com acompanhamento institucional, preservando a autonomia das partes. Também foi reforçado que mediar não significa abrir mão de direitos. A mediação busca restabelecer o diálogo, identificar os verdadeiros interesses envolvidos e criar condições para uma solução possível, especialmente em conflitos complexos e nas relações que precisam continuar após a negociação. Na avaliação do presidente do Sindicato, Luis Carlos de Oliveira, o Lu, iniciativas como essa são importantes porque ampliam os instrumentos disponíveis para a defesa dos trabalhadores. “Negociar não significa deixar de lutar. Significa também saber utilizar o diálogo, a mobilização e todos os mecanismos institucionais disponíveis para buscar soluções e garantir direitos. A mensagem central do seminário ficou clara: quando existe disposição para ouvir, respeito entre as partes e compromisso com a negociação, o diálogo pode produzir frutos concretos para os trabalhadores e para toda a sociedade”, destacou. O Sindicato reafirma que seguirá atuando com firmeza, organização e combatividade na defesa dos direitos da categoria. O diálogo será sempre uma ferramenta de luta, mas jamais significará submissão ou recuo diante de qualquer ameaça aos trabalhadores. Onde houver retirada de direitos, injustiça ou desrespeito, o Sindicato estará presente, mobilizado e pronto para enfrentar, denunciar e lutar por avanços. Representando o Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, participaram ainda os diretores André Latino e Ricardo Sujinho.