O Seminário Setorial de Mobilidade 2026 reuniu especialistas e lideranças sindicais para analisar o cenário do setor automotivo e de duas rodas, os desafios da transição energética e as desigualdades no mundo do trabalho. O encontro também marcou um avanço importante na unidade de ação entre entidades nacionais, com participação ativa do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista. Representando a entidade, os diretores Henrique Lopes Bassi e Rafael Aranha acompanharam os debates e reforçaram o compromisso do sindicato na defesa dos trabalhadores diante das transformações do setor. Crescimento com contradições Os dados apresentados mostram um setor em expansão em 2026, com aumento nas vendas e na produção de veículos. No entanto, esse crescimento vem acompanhado de desafios, como a queda nas exportações e o avanço das importações, especialmente de veículos eletrificados, o que pressiona a indústria nacional. Ao mesmo tempo, o Brasil se consolida como potência no setor de duas rodas, com crescimento expressivo na produção e nas exportações de motocicletas. Transição energética precisa ser justa O seminário destacou o programa MOVER como estratégico para a reindustrialização e a descarbonização. Estudos indicam que o caminho mais vantajoso para o país é investir em tecnologias como o híbrido flex a etanol, que preservam empregos e a cadeia produtiva nacional. Para os dirigentes sindicais, a transição energética não pode significar perda de postos de trabalho. “É fundamental garantir investimentos na indústria brasileira e proteger os trabalhadores”, reforçam os representantes do sindicato. Desigualdade de gênero ainda é realidade Outro ponto central do debate foi a desigualdade de gênero. Apesar do aumento da participação feminina no setor, as mulheres ainda recebem salários significativamente menores que os homens, além de enfrentarem mais dificuldades de permanência no mercado de trabalho. A Lei da Igualdade Salarial foi destacada como um avanço, mas os sindicatos alertam que é preciso fiscalização e ação concreta para que o direito saia do papel. Sindicato na linha de frente O Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí reafirmou, durante o seminário, seu papel na luta por um desenvolvimento que combine crescimento econômico com justiça social. A entidade atua: Na defesa de políticas públicas que fortaleçam a indústria nacional Na garantia de uma transição energética com geração de empregos Na inclusão de cláusulas de igualdade salarial nas negociações coletivas No combate às desigualdades e na valorização da mão de obra A participação dos diretores no seminário reforça o compromisso da entidade com a organização da classe trabalhadora e com a construção de um futuro mais justo. “Desenvolvimento de verdade é aquele que gera emprego, distribui renda e valoriza quem produz”, afirmaram os dirigentes.