O Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista realizou assembleia nesta sexta-feira (03) com os trabalhadores da Weir para apresentar o resultado das negociações do PPR 2026. Após os esclarecimentos e a votação, a proposta foi aprovada pelos trabalhadores. A negociação exigiu empenho e diálogo. A proposta inicial apresentada pela empresa previa apenas a aplicação do índice do dissídio coletivo, de 5,74%. O Sindicato avaliou a proposta como insuficiente e a rejeitou, apresentando em seguida uma contraproposta mais adequada, com base no desempenho e nos resultados alcançados pelos trabalhadores. Após novas rodadas de negociação, a empresa apresentou sua proposta final, contemplando um reajuste de 11,86%, superior ao dobro do índice do dissídio. Também foi negociado o aumento no valor do adiantamento do PPR, proporcionando benefício antecipado aos trabalhadores. Outro aspecto relevante é a manutenção de metas consideradas acessíveis, possibilitando condições reais para o alcance do benefício. Sindicato atua com responsabilidade Durante a assembleia, o diretor André Latino destacou que as negociações com a Weir exigem equilíbrio. O objetivo do Sindicato é buscar avanços financeiros consistentes, preservando a sustentabilidade de um programa que, ao longo dos anos, tem apresentado regras claras, metas viáveis e pagamentos regulares. “A atuação do Sindicato foi determinante para a melhoria da proposta inicial, resultando em um reajuste significativamente superior ao índice do dissídio”, ressaltou. Plano de saúde Além do PPR, o diretor André Latino abordou outro tema relevante: a substituição do plano de saúde SulAmérica pelo Bradesco Saúde. Foi esclarecido que a empresa possui autonomia para contratar a operadora que considerar mais adequada. No entanto, destacou-se que uma decisão dessa natureza deveria ter sido conduzida com planejamento, diálogo e participação dos trabalhadores e do Sindicato. A mudança gerou impactos para diversos trabalhadores e seus familiares, especialmente aqueles que já realizavam tratamentos médicos e terapias em clínicas que deixaram de integrar a rede credenciada. A empresa justificou a alteração com base na elevação dos custos decorrentes da alta sinistralidade, na possibilidade de implantação de coparticipação e em dificuldades na autorização de determinados procedimentos pela operadora anterior. O Sindicato reconheceu os argumentos apresentados, mas reforçou que os trabalhadores e suas famílias não devem ser prejudicados por essa transição. Como resultado da atuação sindical, situações urgentes foram solucionadas, incluindo casos de trabalhadores com dependentes em terapias especializadas. Após intervenção do Sindicato, a empresa assumiu temporariamente os custos dos atendimentos até a regularização do credenciamento das clínicas pelo novo plano. Acompanhamento contínuo O diretor André Latino enfatizou que o Sindicato continuará acompanhando de forma permanente a implementação do Bradesco Saúde e orientou os trabalhadores a comunicarem imediatamente qualquer dificuldade de atendimento ao setor de Recursos Humanos e à entidade sindical. “Caso o novo plano não ofereça atendimento adequado em termos de qualidade, agilidade e rede credenciada, o Sindicato adotará as medidas necessárias para garantir a correção dos problemas, inclusive defendendo a revisão da decisão, se necessário”, afirmou. O Sindicato manterá sua atuação vigilante. A defesa da renda, dos direitos e da saúde dos trabalhadores seguirá como prioridade em todas as negociações.