Foxconn I: trabalhadores aprovam PLR

Em assembleia realizada pelo Sindicato na tarde desta sexta-feira (7), na Foxconn I, em Jundiaí, os trabalhadores da empresa aprovaram a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A remuneração, que seguirá as mesmas diretrizes aprovadas no ano passado, será aplicada em duas parcelas: a primeira, no dia 20 de julho, e a segunda, em 19 de janeiro de 2018. 

Para a vice-presidente do Sindicato, Rose Prado, o valor é considerável, mas não é o ideal. “Na Foxconn II eles queriam pagar menos, mas conseguimos reverter. Aqui na Foxconn I foi possível manter o valor do ano passado. Não foi o valor gostaríamos, porém a decisão do trabalhador é a que vale”, disse Rose. 

Realidade trabalhista

Assuntos envolvendo as condições de trabalho na Foxconn foram pautados durante a assembleia. A diretora de base, Andréa Barbosa, lembrou de ações dos trabalhadores que trouxeram melhorias para a empresa e de assuntos internos que continuam sendo pautados.

“Os trabalhadores sabem muito bem como era a Foxconn quando chegou aqui, e graças às mobilizações a realidade mudou muito. E não estamos aqui só para pautar PLR. Os trabalhadores cobram e nós continuamos atentos nas questões envolvendo cargos e salários, comportamento das lideranças e desvios de funções. O Sindicato está atento, e irá reivindicar melhorias nessas esferas”, disse a diretora ao lado dos diretores de base, Leandro Reis, Ronaldo de Marchi, Edemilson Domiquile e Daniel Silva. 

Boatos 

Andréa também apresentou o posicionamento oficial da empresa em relação às notícias veiculadas pelo Tribuna de Jundiaí e IstoÉ Dinheiro, sobre um suposto encerramento das atividades da Foxconn no Brasil. “A empresa alegou que são notícias sensacionalistas e que as atividades continuam normalmente. Mesmo assim, o trabalhador deve ficar atento para que não seja rendido pelos boatos e pelas pressões dentro da empresa”, afirmou. 

O diretor sindical, Luis Carlos de Oliveira (Lú), informou que, segundo a empresa, não existe nenhuma possibilidade de rescisão contratual da Apple. “O setor de iPad  foi desativado, porém a produção de iPhone continua produzindo normalmente. Essa nota oficial da empresa nos tranquilizou. Se houvesse qualquer possibilidade da empresa deixar de produzir qualquer equipamento Apple, a Foxconn deveria procurar novos clientes para suprir a demanda produtiva e manter o nível de emprego”, disse Lú. 

 


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