Em assembleia realizada nesta quarta-feira (13) com os trabalhadores da Aumovio, em Várzea Paulista, o Sindicato dos Metalúrgicos apresentou e colocou em votação propostas de organização da jornada de trabalho que foram aprovadas pela categoria. Entre os principais pontos aprovados estão a renovação do acordo que define o regime de trabalho em turnos fixos, garantindo maior previsibilidade na escala dos trabalhadores, com uma hora de refeição e descanso durante a jornada, com folga aos sábados e domingos. A assembleia também deliberou sobre os critérios que serão adotados para a compensação de horas flexíveis, buscando dar mais clareza e segurança ao processo. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Luis Carlos de Oliveira, o Lu, destacou a importância da construção coletiva das decisões. “O sindicato está sempre empenhado em garantir avanços em medidas que organizam melhor a jornada e garantem mais equilíbrio entre trabalho e vida dos trabalhadores, atenuando os efeitos das compensações. O sindicato segue atento para que nenhum direito seja retirado e para que tudo seja feito com transparência”, afirmou. Já o diretor Wilson Med ressaltou as dificuldades enfrentadas durante as negociações. “Foi uma negociação exaustiva, desgastante, e acabamos chegando a uma construção importante, com regras respeitando a realidade dos trabalhadores”, destacou. Participaram ainda da assembleia os diretores de base Marcos Pereira, Marcos Eugênio e Germando Pereira, que destacaram alguns avanços conquistados em atendimento a demandas apresentadas pelos trabalhadores, como um plano de ação para acabar com problemas que podem prejudicar a saúde do trabalhador e solução de problemas com a folha de ponto. Outros pontos ainda estão em negociação, como a melhoria do transporte fretado e a distribuição de EPIs. O Sindicato reforça que seguirá acompanhando a aplicação do que foi aprovado, garantindo que os acordos sejam cumpridos e que eventuais ajustes sejam discutidos coletivamente com os trabalhadores. Esteve presente ainda a intérprete de libras Kelda de Oliveira Santos Rodrigues, garantindo a acessibilidade a todos os presentes.
13 de Maio: memória, reflexão e luta por igualdade
O dia 13 de maio marca a Abolição da Escravidão no Brasil, em 1888, uma data que simboliza um marco histórico, mas que também nos convida à reflexão sobre as desigualdades que persistem até os dias de hoje. Para o movimento sindical, a data reforça a importância da luta contínua por direitos, dignidade e justiça social para todos os trabalhadores e trabalhadoras. A diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista Rose Prado, destaca que a lembrança do 13 de maio não pode ser apenas simbólica, mas deve estar conectada às lutas atuais da classe trabalhadora. “O 13 de maio não representa uma verdadeira liberdade se ainda vemos desigualdade, racismo estrutural e condições de trabalho injustas. Nossa luta diária no sindicato também é pela valorização da vida, da dignidade e da igualdade de oportunidades para todos os trabalhadores”, afirma. A dirigente reforça ainda que o papel do sindicato vai além das negociações salariais e passa também pela conscientização social. “A história nos mostra que nada foi dado, tudo foi conquistado com organização e resistência. Por isso, seguimos firmes, defendendo direitos e combatendo qualquer forma de discriminação dentro e fora das fábricas”, completa. Neste 13 de maio, o sindicato reforça seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de qualquer forma de opressão, mantendo viva a memória histórica e fortalecendo a luta coletiva dos trabalhadores.