O Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista realizou uma importante assembleia com os trabalhadores na empresa Proturbo Usinagem. Na pauta, temas centrais para a categoria: combate ao assédio moral, convênio médico, plano de carreira e a mobilização pela redução da jornada de trabalho.
Durante a atividade, também foi realizada a coleta de assinaturas em apoio à campanha pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários — uma das principais bandeiras do movimento sindical em todo o país.
O presidente do sindicato, Luis Carlos de Oliveira, o Lu, destacou a importância da mobilização dentro dos locais de trabalho. “É na porta de fábrica que a gente fortalece a luta. Não vamos aceitar assédio moral, nem retrocessos”, afirmou. Ele também anunciou a criação de um canal para denúncias de assédio na empresa. “Teremos também um canal direto de denúncia na Proturbo. Se a trabalhadora ou o trabalhador sofrer qualquer tipo de assédio moral, é fundamental denunciar. Não podemos nos calar diante de nenhuma forma de abuso”, acrescentou.
A diretora Rose Prado reforçou a necessidade de enfrentar as desigualdades e garantir condições dignas no ambiente de trabalho. “Assédio moral não pode ser normalizado. O trabalhador precisa de respeito, de oportunidade de crescimento e de segurança, inclusive no acesso a um convênio médico de qualidade”, pontuou.
Já o dirigente Leandro Reis destacou a adesão dos trabalhadores à campanha pela redução da jornada. “A participação foi muito positiva. A categoria entende que reduzir a jornada sem cortar salários é possível e necessário. Isso significa mais qualidade de vida e mais empregos”, disse.
A dirigente sindical Maria Aparecida Alves, a Cida, falou sobre a importância de avançar na construção de um plano de carreira dentro da empresa e anunciou uma nova ferramenta de proteção aos trabalhadores. “Estamos cobrando transparência e oportunidades reais de crescimento profissional”, afirmou.
A diretora Leonice da Silva (Leo) também participou do encontro com os trabalhadores, enfatizando a importância da luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, sem redução de salários.
A assembleia reforça o papel do sindicato na organização da categoria e na defesa de direitos históricos, além de ampliar a mobilização por uma jornada mais justa.
A luta continua dentro das fábricas e nas ruas: menos exploração, mais dignidade e respeito para quem produz a riqueza do país.
