PLR na Brasilata: três reuniões, nenhuma definição

Desde junho, os trabalhadores na unidade Brasilata em Jundiaí aguardam uma proposta concreta para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2025. Já foram realizadas três rodadas de negociação, apresentada a proposta elaborada em conjunto pela comissão e Sindicato, mas até agora a empresa não apresentou nenhum avanço real. A postura da direção tem sido de empurrar com a barriga.

Na avaliação do diretor sindical José Carlos Cardoso (Mineirinho), a demora é ainda mais injustificável considerando o bom momento da construção civil, setor que é o principal cliente dos produtos fabricados pela Brasilata. “Com a demanda aquecida, a empresa tem condições de apresentar uma proposta decente”, argumentou.

 

E NAS OUTRAS PLANTAS?

 

A situação também se arrasta nas demais unidades da Brasilata:

Estrela (RS) – Trabalhadores aguardam a primeira proposta oficial. Reuniões estão marcadas, mas a empresa ainda não sinalizou com valores concretos.

Recife (PE) – A empresa apresentou uma proposta inicial muito abaixo das expectativas, rejeitada de forma unânime pelos trabalhadores. Nova rodada será agendada.

Rio de Janeiro (RJ) – Negociações ainda não começaram. O sindicato local cobra urgência, mas a empresa segue adiando.

Rio Verde (GO) – Houve apenas uma reunião até o momento, com apresentação de indicadores, mas sem nenhuma proposta financeira.

“Apesar do bom desempenho nas vendas e produção em todas as unidades, a Brasilata insiste em retardar acordos e impor limites que não condizem com a realidade da fábrica”, observou.

Uma nova rodada de negociações está prevista para o próximo dia 25, após a qual o Sindicato convocará os trabalhadores para uma assembleia a fim de esclarecer o andamento do processo. “Se a empresa continuar com essa postura, a categoria precisa responder com firmeza e mobilização. A PLR é resultado do trabalho coletivo, e o trabalhador merece ser valorizado”, defendeu Mineirinho.

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