Semana do Metalúrgico: “Os riscos de prejuízo com a reforma trabalhista são imensos “, diz advogado

A primeira atividade da Semana do Metalúrgico 2018 foi totalmente voltada para a conscientização e atuação da categoria em tempos de reforma trabalhista. O advogado do Sindicato, Dr. Erazê Sutti, presidiu a palestra “A Reforma Trabalhista”, na noite desta segunda-feira (28), no auditório da Sede. Todos os diretores sindicais e colaboradores dos departamentos da entidade participaram do evento.

Durante a palestra, Sutti ressaltou a importância de uma narrativa concisa por parte dos sindicalistas, para expor aos trabalhadores as principais características da nova lei trabalhista que afetam diretamente os direitos conquistados. 

O advogado do Sindicato, Dr. Erazê Sutti

 

O advogado ressaltou que as frentes trabalhistas precisam fazer correções no modo de atuação, tendo como base o passado de lutas que trouxeram avanços para a classe trabalhadora. “Temos que analisar como eram as mobilizações no passado, com os direitos que tínhamos, com os princípios de beneficio do trabalho que nós buscávamos e o que conquistamos com tudo isso”. O advogado afirmou que houve uma “virada de mesa” nos direitos dos trabalhadores com a chegada da nova lei trabalhista. “Hoje, com a nova lei, é preciso conscientizar o trabalhador para que ele  não perca aquilo que já foi conquistado e que busque novos direitos, que estão cada vez mais distantes”. O advogado completou: “os riscos de prejuízo com a reforma trabalhista são imensos “. 

Quatro Blocos 

Sutti apresentou um conceito intitulado de “Quatro Blocos” que, segundo ele, acopla pontos básicos nos quais os sindicalistas devem atuar de forma estratégica: (1) responsabilidade patronal, (2) acesso à justiça, (3) jornada de trabalho e (4) organização sindical. “É uma divisão que foi baseada nos itens da reforma trabalhista. Há regras que tiram responsabilidades básicas dos empresários, há situações que limitam o acesso do trabalhador à justiça. Também existe o viés da jornada de trabalho, no qual os trabalhadores são mais prejudicados. Por fim, a organização sindical, que consiste no direito coletivo e que agora se encontra ameaçado”, disse. 

Futuro 

No entendimento do advogado, a conscientização coletiva da categoria deverá ser seguida à risca pelos sindicalistas daqui para frente. Sutti destacou os 72 anos de história do Sindicato. “O desafio é grande, pois consiste em não perder direitos conquistados ao longo da história da categoria na nossa região, com uma lei vigente que foi elaborada para destruir tudo que foi obtido.  Quanto mais tivermos estratégia e conhecimento, maior será a resistência e união para evitar que esses 72 anos de histórias e conquistas, de uma categoria exemplar, sejam deixados de lado”, explicou. 

Semana do Metalúrgico

Criada através de um Projeto de Lei do secretário geral do Sindicato, Natanael Onofre Matias (Caé), quando atuou como vereador na Câmara de Jundiaí, em 2016, a Semana do Metalúrgico resgata a representatividade do metalúrgico na região. “É um projeto que foi criado para mostrar a importância da categoria metalúrgica. Buscamos valorizar todas as gerações que fizeram e continuam fazendo história para que a nossa categoria continue sendo respeitada pelo trabalho realizado, pelas lutas e, principalmente, pelas conquistas”, disse Caé. 

 

 

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