Pauta de reivindicações é aprovada em Assembleia Geral

O primeiro passo foi dado. A pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2017 foi aprovada pelos trabalhadores na manhã deste domingo (1º/10), na Assembleia Geral realizada na Sede do Sindicato. Além da busca pela reposição da inflação – que oscila ao redor de 2,71% – e aumento real, o requerimento elaborado por sindicalistas e trabalhadores, tem por objetivo proteger os direitos por meio da Convenção Coletiva de Trabalho. 

“Sem sombra de dúvidas essa será a Campanha Salarial mais difícil da nossa história. Temos que ter consciência de que as mais de 140 cláusulas sociais, que formam a nossa Convenção Coletiva, estão ameaçadas e que elas são tão importantes quanto a pauta econômica”, explicou o presidente do Sindicato, Eliseu Silva Costa, à mesa acompanhado da diretoria plena da entidade. 

Para o diretor sindical, Natanael Onofre Matias (Caé), a categoria metalúrgica precisa sair da zona de conforto para garantir para se manter firme em um cenário composto por novas leis trabalhistas. No entendimento do sindicalista, a sucessão de resultados positivos conquistados nos últimos 10 anos, ofuscou o pensamento coletivo da classe.

“Nós ficamos na zona de conforto, e hoje nós percebemos que a ficha ainda não caiu para o trabalhador. Infelizmente, só sentiremos as consequências quando as novas leis forem aplicadas, e pode ser que seja tarde para voltar atrás. Agora é o momento de dialogarmos sobre esses assuntos com a nossa família, nossa comunidade e principalmente no pé da máquina, lá na fábrica”, ressaltou Caé. 

Segundo o diretor sindical, Luís Carlos de Oliveira (Lú), a pauta aprovada contará com pontos que buscam desviar a categoria das mazelas da nova lei trabalhista, que passa a valer a partir do dia 11 de novembro. “Muitos pontos que foram inseridos na pauta servem para combater as leis trabalhistas da reforma, e esse é o principal objeto de negociação para essa campanha. Se o trabalhador não entender que a reforma trabalhista é a arma que os patrões usarão para achatar salários, tirar direitos e demitir, nós e as gerações futuras iremos sofrer muito”, disse Lú. 

A pauta de reivindicações será encaminhada para a Federação dos Metalúrgicos (FEDMETALSP), em São Paulo, nesta segunda-feira(2), e de lá o documento será entregue para os grupos patronais da categoria.

Mobilização 

A vice presidente do Sindicato, Rose Prado, fez um apelo especial aos trabalhadores presentes pedindo que as informações debatidas na assembleia sejam repassadas aos companheiros que não compareceram. “Todo trabalhador bem informado é um formador de opinião. Precisamos que todos que marcaram presença aqui conscientizem os companheiros lá na fábrica, principalmente os mais jovens que precisam entender que houve muita luta no passado para garantir os direitos que eles têm acesso atualmente”, afirmou. 

Silva Costa finalizou a assembleia convocando todos os trabalhadores para o Dia de Protestos e Paralisações contra reforma trabalhista, que será realizado no dia 10 de novembro. O ato é uma iniciativa do movimento Brasil Metalúrgico. 


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